As joias na historia

As joias sempre fizeram parte não só do universo feminino. Os homens também usavam peças como amuletos de proteção contra os mais variados males e outras, como símbolo de poder e status.

Belíssimas joias e muitos objetos de arte se perderam no decorrer da história. Em alguns casos, simplesmente desapareceram em virtude de guerras, revoluções.

Devido à raridade das pedras, muitas joias eram desmanchadas e seus componentes, como as gemas e metais, eram utilizados em novas joias.

Felizmente, artistas que imortalizaram grandes personalidades da história através de seus quadros puderam nos fazer conhecer um pouco das joias e da historia delas em diferentes épocas.

Henrique VIII - Hans Holbein 1542

Henrique VIII

Hans Holbein - 1542

O quadro do rei confere austeridade, mas seu objetivo é expressar a autoridade quase divina do soberano e absoluto: a pose imóvel, o ar de inacessibilidade, a exibição de joias reproduzidas com exatidão, e bordados em ouro. Todos esses elementos criam uma sensação avassaladora da presença implacável e dominadora do soberano.

A importância, da cor, luz e sombra, orientação, disposição e equilíbrio, que são ressaltados através da genialidade de detalhes e realismo com que Holbeim executa a pintura e possibilita-nos visualizar o estilo da joia da época, assim como a utilização de técnicas de cravação tanto nas pedras que envolvem suas mangas e abotoaduras como nos anéis em suas mãos.

Eleonora de Toledo e seu filgo Giovanni - Bronzino 1545

Eleonora de Toledo e seu filgo Giovanni - Bronzino 1545

Esta pintura 1545 Bronzino mostra Eleonora de Toledo com seu filho Giovanni.

Ela está maravilhosamente vestida com um corpete com uma rede bordada em miçangas douradas sobre os ombros. O detalhe do vestido é o bordado de romã estilizado, em tecido adamascado, simbolizando a fertilidade.

Eleonora usa muitas joias, que testemunham a sua extraordinária riqueza. Pérolas de diferentes tamanhos e cores estão no pescoço (dois fios, um com um pingente de ouro com diamante grande e gota de pérola), brincos de pérolas. O cinto de ouro, decorado com pedras e uma pérola, foi provavelmente, feita pelo ourives Benvenuto Cellini.

Embora o artista tentasse criar um retrato e características cerimoniais da abstração, foram lidas várias emoções nos rostos dos protagonistas, uma certa melancolia de Eleonora ou um certo orgulho solene.

Giovanna d'Áustria I – Obra de Alessandro Allori 1570

Giovanna d'Áustria I – Obra de Alessandro Allori 1570

Giovanna d'Asburgo (1548-1578) era filha mais nova dos quatorze filhos de Ferdinando da Áustria.

Para os Médici, a união de um membro da família com uma princesa austríaca significava um importante “negócio diplomático”, aliás, como a grande maioria dos casamentos daquela época.

Em 1565 casou-se com o Grã-duque Francesco di Médici.

Retrato de Uma Menina - Século II d.C - Fayum

Retrato de Uma Menina

Século II d.C - Fayum

Olhares que se fixam em você, mas que vão além de seus olhos. Olhares milenares em retratos tão humanos que parecem ainda nos observar com insistência. A primeira arte do retrato que se conhece e a mais bem preservada pintura da antiguidade, conhecida como “Retrato de Fayum” ou “Fayoum”.

Maria Antonieta, Rainha da França - Jean Baptiste G. Dagoty - Século XVIII

Maria Antonieta, Rainha da França

Jean Baptiste G. Dagoty - Século XVIII

Os costumes da época diziam que as esposas deveriam vestir-se de forma discreta, cabendo às amantes dos reis a função de chamar a atenção. Além disso, na época, os padrões de conduta no vestuário eram de fato muito rígidos, e Maria Antonieta com personalidade mais contestadora, desbancou seus críticos e arrasou nas inovações em vestidos, acessórios e penteados.

Uma das famosas criações de Maria Antonieta foi o penteado conhecido como pouf, no qual a peruca era suspensa bem ao alto da cabeça através de uma armação de arames, enfeitada com broches, joias, penas.

Debret realizou também um retrato a óleo de D. João VI

Debret realizou também um retrato a óleo de D. João VI

O rei está de corpo inteiro junto ao trono, portando os trajes de realeza. O trono dourado e os trajes suntuosos revelam-nos a imponência da majestade e do próprio reino, agora também americano, que acabava de instaurar-se. O traje imperial foi usado por D. João somente no dia de sua aclamação e Debret pintou-o com todos os detalhes, salientando suas partes bordadas em ouro, evidenciando as insígnias de todas as ordens reluzentes em seu peito, assim como as joias reais que lhes perpassavam os ombros com seus mais ricos atributos. A presilha de diamantes fechava-se em seu peito, reluzindo ainda o ouro, a prata e as pedras de aço polido, dentro e fora do manto, oferecidos aos olhos de quem quisesse admirá-las no dia de sua aclamação.

Imperatriz da França em 1855 - Eugenie di Montijo Franz Xaver Winterhalter

Imperatriz da França em 1855

Eugenie di Montijo Franz Xaver Winterhalter

Casou-se no dia 19 de janeiro de 1853 com Carlos Luís Napoleão Bonaparte, futuro Napoleão III da França. Ela ousou em ser uma das primeiras noivas a casar-se de branco em uma época em que as noivas se casavam de azul, verde e até de vermelho. Assim como Maria Antonieta no século anterior, ditava a moda. O esplendor de seus vestidos e a riqueza de suas joias são documentados em diversos quadros, sobretudo os realizados por Franz Xaver Winterhalter.

Princesa Alexandra de Gales – 1865 - Franz Xaver Winterhalter

Princesa Alexandra de Gales – 1865

Franz Xaver Winterhalter

A rainha Vitória e o seu marido, o príncipe Alberto, estavam à procura de uma noiva para o seu filho e herdeiro, o príncipe Alberto Eduardo de Gales. Tinham feito uma lista de princesas disponíveis com a ajuda da sua filha, a princesa-herdeira Vitória da Prússia, e procuravam a candidata ideal. Alexandra não foi a sua primeira escolha, visto que os dinamarqueses estavam de costas voltadas para os prussianos por causa da questão de Schleswig-Holstein e a grande maioria dos parentes da família real britânica eram ou tinham origens alemãs. Contudo, depois de Eduardo ter rejeitado todas as outras candidatas da lista, o casal acabou por decidir que ela era "a única que pode ser escolhida".

Lady Enid Layard - Vincente Palmaroli Y.Gonzales – 1870

Lady Enid Layard

Vincente Palmaroli Y.Gonzales – 1870

Lady Enid Layard (1843-1912), era filha do empresário Sir Josiah John Guest (1785-1852). Sua mãe, Lady Charlotte, era filha do 9 º Conde de Lindsey e sua segunda esposa Charlotte Susanna Elizabeth Layard. Esta ligação familiar foi reforçada em 1869, quando Enid casou com seu primo mais velho, o distinto arqueólogo e diplomata Austen Henry Layard (1817-1894). Como presente de casamento Layard tinha uma série de peças adquiridas em sítios arqueológicos como o Kujunjik e Babilônia. Fez-se colar, pulseira e brincos em duas novas configurações de ouro. Lady Layard escreveu em seu diário que, quando, em 1873, ela jantou com a rainha Vitória em Osborne House, Ilha de Wight, as joias foram “muito admiradas".